quinta-feira, 19 de janeiro de 2012

DÉ-BIAL


Enquanto a população
Clama por justiça social, saúde, educação
Na televisão,
Pedro Bial - aquele o qual
Seria ofensa aos bichos chamá-lo de animal
Pergunta sem constrangimento
Em um mau caráter momento
Capaz de impelir a uma múmia do egito indignação
Algo que nos corrói por dentro
A troca do talento pelo status quo da bestialização
Fruto da nossa falta de grana, falta de estímulo, cultural escravização
Porque os juros são tão altos?
Os impostos tão numerosos, basicamente impostos ao trabalhador, ao empregador, a quem tem menos condição
E os direitos, de ir e vir, de assistir e ser assistido, e poder com dentes na boca sorrir
A obtusa sem vergonhagem e seus aumentos de passagem
A policia na reminiscência da ditadura, paga com nosso dinheiro. Contradição ou a mais pura viagem?
Sabendo-se que a Televisão é concessão, pública ou no púbis de nossos irmãos??
Que porra é essa que está acontecendo
Yo no creo
Mas muitos bestializados
Pseudo-evangelizados
Consumidos e consumados
Aplaudem e acham a mais ingênua e interessante diversão
Quando são impelidos pelo débi-all, voltando-se sem igual
A toda nação:

"BRASILEIR@ BURR@, SENTIU, CONSENTIU, CÚ-SENTIU????"


Emmanuel 7 Linhas

quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

NAU BOCACOR AÇÃO


Ora iê iê Osun Andrea Lou Red!!


Gasta luz que não nos segue
Es cor ridão, se fechem olhos
Se encor aje toldo tato
E se abra o cor ação


Nau boca o alien-mento
All nuncia passos largos
Gosto amargo do tormento
Indigesta solidão


Me per tube o Mãe de leite
Me seu question soul açoite
Santo sompro no cimento
Quebra toda ilusão


Pe dra dura ar de o peito
Mas me nino me'i sem jeito
Quer car inho sabe dar
Pas safom e, pas sa reto


S'as curvas do su jeito
És tempero mão car ícia
amor-cama quão del ícia
No sorriso ciso são


Emmanuel 7 Linhas


07.12.2011

06:22






domingo, 27 de novembro de 2011

ORA! DEUSES NÃO SANGRAM...






Do pantheon meus orixás me olham,
ora indignados, ora incrédulos.
Difícil é me entender na crise de ira
ou na ingenuidade da esperança...
Do pantheon meus orixás me olham estupefatos...
Ora, os deuses!
Deuses não amam. Deuses não odeiam.
Deuses não sangram!
Nunca foram mulher ou criança...
Do pantheon meus orixás me espiam por detrás do pano.
Com eles nunca aprendi a arte da fleugma...
Mas sempre lhes ensino a suprema dor de ser humano.

Lucia Helena Corrêa
São Paulo, 2011, mês da consciência negra.

sexta-feira, 18 de novembro de 2011

REFLEXÕES SOBRE A VIDA - Por Sérgio Fonseca





A filósofa capixaba Viviane Mosé - que lança novo livro, "O Homem que Sabe: do Homo Sapiens à Crise da Razão" - deu uma entrevista bastante estimulante recentemente. Ela tratou de vários assuntos interessantes, sobretudo quando abordou os aspectos irônicos do indivíduo pós-moderno. A realização dos sonhos e a a utopia já fazem parte do catálogo da era passada. Realizaram-se, mas deixaram um alto déficit na conta da história contemporânea.
A abundância de bens e serviços mostrou que o acesso ao consumo não recobre os complexos desejos e a interminável busca pela felicidade que cultivamos há séculos. Continuamos angustiados, apesar dos bolsos cheios. Um dilema moral-existencial que afetou todas as sociedades modernas prósperas, materialistas e futuristas no século XX.

O príncipe encantado virou um "chato". A vida idealizada, na cidade ou mesmo na "casinha de sapê", não existe, é jogada política ou tara de vigilância do Estado, artifício de publicidade, representação de supostas emoções humanas, ficções platônicas de mundo.

Os modelos de família que balizaram a civilização cristã moderna se desmancham chocantemente diante de nós. O atual modo de produzir e consumir, que é insustentável, torna-se obsoleto, levando consigo um punhado de valores que achávamos eternos e imutáveis. O solo dos valores balança de modo intenso e cria imagens de vida estupendas.

Se Nietzsche tinha razão, então a tese de Arthur Schopenhauer de que o sofrimento é a essência da vida assume a dianteira do debate. Segundo Mosé, podemos "usar" em nosso próprio proveito a dor e o sofrimento, sem nenhuma necessidade de artificializá-los.

Pode o sofrimento sustentar a vontade de viver? Na arte e na religião pode. Nietzsche vai além, ele avança até o ponto da virada de uma vontade negativista para uma positiva, da potência e do querer viver mais.

Ele exigia do indivíduo moderno que fosse forte o suficiente para lidar com um mundo niilista, um deserto de valores. Nietzsche sugeriu que um tal ser extraordinário, o super-humano, tinha o dever de produzir valores positivos, ainda que carentes de fundamentos sólidos.

E é por isso que Viviane Mosé parece, salvo outro juízo, querer contribuir para o novo homem e a nova mulher com uma imagem de mundo simples: quando for sair para o carnaval não se esqueça de levar debaixo dos braços a dor e o sofrimento, pois eles, pode ter certeza, serão os seus únicos faróis confiáveis!

Sérgio Fonseca é historiador


segunda-feira, 12 de setembro de 2011

CEM MISS TÉRIO




MISS PANTA
MISS PETA
ME BELISQUE
MISS PRETA
MISS TURA
MISS TOUR TURA
MISS TÉRIO
MISS TÉRIO
MISS TATUS
MISS PIA
MISS PANCA
MISSA-CODE
MISS (RES)PIRA
MI(SS)RÉS-PEITA....QUER MISS GAÑAR ME DÁ BALA////

Emmanuel 7 Linhas

sábado, 27 de agosto de 2011

DECA-DANCE





Pior que um analfabeto político
É um pseudo-intelectual politicamente hipócrita
Nada faz sentido
Os fudidos não tem feriado
A alegria, o non sense, o deca-dance
Foca i u tiul elegance
Não me venha com xurumelas
Todo mundo é hétero, sério, honesto e usa camisinha
Todo mundo é viado, vagabundo, desonesto e pederasta
Eu já comi a minha madrasta...
...Em nome do Pai
Enorme o pau
Que nos esfola todo dia
Não venha criticar minha patifaria
Meu bambolê, meu pão, meu cachorro quente
O circo já está de barraca armada
Vou de rebolation, seu fdp paga pau de gringo
Colonizado, preconceituoso e desigual
Vou de chico, sem repique e apito me esconder do carnaval
Não vou botar minha alma na rua
Ou vou beber até morrer e matar
A desordem está no ar
Ar-de olhos
Mar de mente
Merdamente
Midas judas putas sente
Ou vou dar em dolar
Ou dola me dar
Me permito ser porra nenhuma
Rio de porra
Surra e mas-morra
Comendo criancinhas na hora do jantar...
Não me venha, me vá
Vá com Deus
Até metade do caminho, o resto cê si vira
A desigualdade da prosopopéia hermenêutica desleal
Até Ghandhi vem pagar no carnaval
Mas q a pinga, um boquete existencial
Mechupe, Mashup, Catchup, Me suga
Sem sunga, suor, serveja e sal
Enquanto não pegares no meu Paul
Vou lennon o livro do ring, está boom??
Besouro suck Besouro suck Besouro suck
cuck
muqui
luk mai beguis
quisses mai eguis
leguis
neguis...
o seu amor, o seu carinho...

7L



terça-feira, 9 de agosto de 2011

A Leveza das coisas Belas

Atordoados,  por vezes, vagamos à existência como plumas e dentes de leão, o peso retirado, perde-se a medida. Em nossas escolhas de cotidiano, falsamente contido está a tonalidade daquilo q permeia e rodeia, a vida moderna, racional, ocidental, faz suas vãs promessas de seguridade material, existencial, física, psicológica, hedonisticamente gloriosa, e nossa recente brasilidade urbana nos prova que tais garantias são falácias e factóides, fica cada vez mais claro que a intensidade não está na velocidade, "one time", naquilo que tudo atropela, o totem é o toque, o olhar. A Beleza do peso da coisas, nossas "21 gramas", o "religare ", está presente nos tambores de Aruanda tanto quanto em um tango de Gardel, a filosofia e a arte, a re-flexão e transcendentalidades nos higienizam, despoluem, desengarrafam, des-a-ruinam, ruminam almas e mentes e adubam o planetário. O Belo Kantiano e a corda estendida sobre o abismo de Zaratustra nos perturbam, mexem e remexem, matam e nos tornam novos: somos o que consomos!!!
Não há verdade, honestidade, arte, beleza, nada, não há nada...as coisas são, explodem, redimensionam, apaixonam, shock-ão e chocam, apimentam, envenenam e perfumam, iluminam e obs-curam, tragam e tragicômico, emocionam, fazem valer a pena vida viver....

Luiz Emmanuel